domingo, 15 de maio de 2011

Cultivo de Vandas

As Vandas

A Vanda é uma orquídea de origem asiática que necessita de calor e umidade.

Classificação científica


Se a temperatura atingir 30 graus ou mais, mantenha o chão bem molhado, para aumentar a umidade relativa do ar nas suas imediações.


Requer muito adubo de forma foliar e radicular, porque suas raízes são aéreas. O adubo deve ter maior teor de fósforo, tipo 15-30-20, p
ois seu caule precisa

crescer para uma nova floração. Suas flores podem durar cerca de 30 dias.

Você pode amarra-la num coqueiro, voltada para o lado norte, ou numa haste
comprida, mas, se for plantar em vaso, que ele sirva só de base, nunca enterre suas raízes.

Se uma Vanda adulta, bem enraizada, com folhas de igual dimensão do topo à base, não injuriada pelo frio, não florescer, é porque faltou iluminação e/ou rega constante com água levemente em dias quentes e secos.

A Vanda deve ser colocada num local, onde local receba luz filtrada nas horas de sol mais forte e iluminação direta do sol da manhã e do fim de tarde. Não deve haver nenhuma outra planta que lhe faça sombra em qualquer hora do dia.

Uma Vanda sem boas condições pode até florescer, mas suas haste será curta, com flores menores e forma medíocre.

A Vanda é uma planta de adaptação fácil em ambientes de boa lumionosidade e alta umidade relativa do ar, chegando a lançar suas raízes em paredes pintadas ou superfícies de metal, como portões.

Tenha cuidado para não queimar as folhas ao sol, nos dias quentes de verão. O sol da tarde pode prejudicar a saúde de sua orquídea.

Suas mudas podem ser cultivadas em ambientes de pouca luminosidade, em torno de 40%, acelerando seu crescimento. Plantas adultas podem ser criadas com boa dose de luminosidade e se penduradas em árvores, emitem raízes com novos brotos.


Regas

É um ponto muito importante no cultivo de Vanda e Ascocenda. Como tais plantas não contam com pseudobulbos, não têm como armazenar água e nutrientes por muito tempo. Em estações com disponibilidade de calor e luz, incluindo os "veranicos" no inverno, eu rego diariamente as minhas vandáceas, muitas vezes na freqüência de três a quatro vezes! As regas sempre ocorrem privilegiando as raízes, praticamente não atingindo as folhas. Uma dica interessante seria proceder a uma "rega prévia e ligeira", e, depois passados cerca de cinco minutos, regar novamente até que as raízes se tornem esverdeadas (antes as mesmas devem estar esbranquiçadas ou acinzentadas). Com isso garante-se que as raízes absorvam água e nutrientes com o total de sua capacidade. Portanto, antes de adubar, siga previamente esse procedimento.É importante fornecer à planta períodos suficientes para que suas raízes sequem convenientemente (tornem-se esbranquiçadas ou acinzentadas novamente). Lembre-se que as raízes jamais deverão estar molhadas (esverdeadas) ao cair da noite.
É importante também manter a umidade relativa do ar na casa dos 80% - regar sempre o chão do orquidário a fim de manter esse ideal - no meu vandário, cultivo bromélias embaixo das vandas, pois tais plantas retêm água em seu copo central e entre suas folhas, proporcionando ao ambiente a umidade necessária, além de as mesmas se beneficiarem das constantes regas e adubações - note que praticamente não há qualquer desperdício.
Uma outra observação diz respeito ao sombreamento - Vandas e ascocendas e outros gêneros, em geral, preferem 50% de luz, levando-se em conta que as folhas não devem esquentar demasiadamente, com o risco de ocorrer queimaduras e lesões que são portas de entrada para infecções de fungos e bactérias.

Ventilação

A fim de prevenir calor em demasia nas folhas, uma boa ventilação é importante. Muitas pessoas têm em mente que as vandáceas, em seus locais de origem, vegetam em condições de calor intenso e abafamento. Não é bem assim - a maior parte das espécies e dos híbridos de vandáceas apreciam ventilação (não correntes de ar frio, que aliás elas detestam) e calor o suficiente para que as folhas não esquentem em excesso, aliados a uma ótima luminosidade para que possam exercer as suas funções fotossintéticas.

Uso de glucose

É estranho, porém muitos cultivadores tailandeses (as melhores vandáceas do mundo são provenientes da Tailândia) utilizam glucose como suplemento energético para suas plantas. Eu utilizo e aprovo, porém, por razões práticas, lanço mão de açúcar refinado comum, com igual resultado: as folhas ficam mais túrgidas (mais hidratadas) e vigorosas, sendo que o crescimento é nitidamente mais acelerado. A dosagem utilizada por mim é a de uma colher de chá por galão, uma vez por semana - pode ser utilizado juntamente com adubo.
Uma restrição ao uso de glucose ou açúcar tem relação com infecções fúngicas e bacterianas. Qualquer sinal destas, suspenda o uso de tal suplemento até sanar o problema. Notar que o uso de adubos com excesso de nitrogênio apresenta muito maior relação com infecções fúngicas do que a utilização de açúcar.
Não usar tal metodologia em vandáceas plantadas com substrato. É válido para plantas cultivadas com raízes nuas.

Infomações presentes neste texto foram traduzidas e adaptadas do livro Vandas and Ascocendas and their combinations with other genera - de David L. Grove - editora Timber Press, também retiradas e transcritas de sites da web.
Aguardo respostas e informações!

Um comentário:

Wagner M. Sibert disse...

www.mercadodaorquidea.com.br um belo site para se comprar orquideas

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